Denominação
Nome popular: Abelha Europeia
Nome científico: Apis mellifera Linnaeus, 1758
Família: Apidae
Classe: Insecta
Distribuição
Espécie endêmica no Brasil?: Não
Descreva sua distribuição global: Espécie exótica no Brasil e nativas da Europa, África e de parte da Ásia
Estados em que está presente?: -
Em quais biomas está presente?: -
História Natural
Trata-se de espécie migratória: Não
Descreva aqui seu histórico: -
Hábito e Uso
Como é o seu habito?: Ativo de dia
Como se locomove?: Voador
De que se alimenta?: Néctar
Ameça
Minas Gerais: Em Minas Gerais, a expansão da agricultura, da mineração e das áreas urbanas vem reduzindo e fragmentando os habitats naturais utilizados pelas abelhas para alimentação e nidificação. A diminuição de áreas de Cerrado e Mata Atlântica reduz a oferta de flores ao longo do ano, tornando as colmeias mais vulneráveis à escassez de alimento.
Outro fator preocupante é o uso inadequado de agrotóxicos, especialmente inseticidas aplicados durante a floração das culturas agrícolas. Além da mortalidade direta, esses produtos podem provocar efeitos subletais, como desorientação, redução da capacidade de localizar flores, diminuição da reprodução e enfraquecimento das colônias. A Embrapa recomenda o diálogo entre agricultores e apicultores para reduzir os impactos das pulverizações próximas aos apiários.
Fontes de pesquisa
Embrapa – O *Varroa destructor* e suas implicações nas abelhas *Apis mellifera*
Embrapa – Saúde das Abelhas (Ater+ Digital)
Embrapa – Plataforma Agrotag: Abelhas e Agrotóxicos
Embrapa – Honey bee (*Apis mellifera*) health in stationary and migratory apiaries
FAO – Aspects Determining the Risk of Pesticides to Wild Bees
Brasil: No Brasil, embora as abelhas africanizadas apresentem maior resistência a diversas doenças quando comparadas às linhagens europeias de outros continentes, elas continuam expostas a importantes desafios sanitários. O principal deles é o ácaro Varroa destructor, considerado um dos maiores inimigos da apicultura mundial. Esse parasita alimenta-se das abelhas, enfraquece crias e adultos e atua como transmissor de diversos vírus, podendo provocar perdas significativas das colônias.
Além do Varroa, doenças bacterianas, fúngicas e virais, como a loque americana, loque europeia, nosemose e vírus da asa deformada, representam riscos constantes à sanidade dos apiários. Apesar de os impactos serem geralmente menores no Brasil devido às características das abelhas africanizadas e ao clima tropical, o monitoramento sanitário permanece essencial.
Fontes de pesquisa
Embrapa – O *Varroa destructor* e suas implicações nas abelhas *Apis mellifera*
Embrapa – Saúde das Abelhas (Ater+ Digital)
Embrapa – Plataforma Agrotag: Abelhas e Agrotóxicos
Embrapa – Honey bee (*Apis mellifera*) health in stationary and migratory apiaries
FAO – Aspects Determining the Risk of Pesticides to Wild Bees
Mundo: Em escala global, as populações de Apis mellifera enfrentam uma combinação de fatores responsáveis pelo declínio de colônias em diversos países. Entre eles destacam-se:
uso intensivo de pesticidas;
disseminação de doenças e parasitas, especialmente o ácaro Varroa destructor;
mudanças climáticas, que alteram a época de floração das plantas e aumentam eventos extremos, como secas e ondas de calor;
perda e fragmentação de habitats naturais;
expansão das monoculturas, reduzindo a diversidade de pólen e néctar disponíveis;
transporte frequente de colmeias para polinização agrícola, aumentando o estresse e a disseminação de patógenos.
Esses fatores atuam de forma combinada, reduzindo a imunidade das colônias e aumentando sua suscetibilidade a doenças. Em alguns países da Europa, América do Norte e Ásia, esse conjunto de impactos está associado ao chamado Distúrbio do Colapso das Colônias (Colony Collapse Disorder – CCD), caracterizado pelo desaparecimento repentino das abelhas operárias. Embora o Brasil registre menor ocorrência desse fenômeno, o avanço dos fatores de risco exige atenção constante.
A conservação da abelha-europeia depende da adoção de práticas agrícolas sustentáveis, da preservação da vegetação nativa, da redução do uso indiscriminado de agrotóxicos, do monitoramento sanitário dos apiários e da promoção de paisagens com maior diversidade de plantas floríferas. Essas ações são fundamentais para garantir a continuidade dos serviços de polinização, essenciais para a segurança alimentar, a conservação da biodiversidade e a manutenção dos ecossistemas.
Fontes de pesquisa
Embrapa – O *Varroa destructor* e suas implicações nas abelhas *Apis mellifera*
Embrapa – Saúde das Abelhas (Ater+ Digital)
Embrapa – Plataforma Agrotag: Abelhas e Agrotóxicos
Embrapa – Honey bee (*Apis mellifera*) health in stationary and migratory apiaries
FAO – Aspects Determining the Risk of Pesticides to Wild Bees

